A equipa de gestão do Território Regenerativo – Agrofloresta Multifuncional, liderado pelo Município de Almodôvar, esteve em Vidigueira no passado dia 30 de outubro para dinamizar o encontro «Desvendar o Regenerativo», promovendo a reflexão e a construção colaborativa de soluções para o futuro dos territórios do Baixo Alentejo.
A iniciativa, acolhida pela Biblioteca Municipal Doutor Palma Caetano, reuniu especialistas, parceiros e representantes de diferentes experiências de regeneração territorial de Portugal e Espanha. A sessão contou com a participação de Santiaga Porcel, da Asociación AlVelAl (Espanha), Afonso Fontoura, da Commonland, Marta Cortegano, do Território Regenerativo do Baixo Alentejo, e Filipa Costa, do Território Regenerativo da Cova da Beira, que partilharam experiências e perspetivas sobre os desafios e as oportunidades da regeneração territorial.
Na sessão da tarde, a equipa de gestão de Almodôvar conduziu um workshop colaborativo, envolvendo os participantes numa dinâmica de reflexão e construção conjunta, orientada para a identificação de caminhos concretos que contribuam para a valorização e dinamização do território.
Mais do que divulgar uma estratégia, este momento procurou mobilizar os parceiros em torno de uma visão comum, reforçando a importância da comunicação, do envolvimento das comunidades, da articulação entre iniciativas e da criação de novas oportunidades a partir dos recursos e das potencialidades locais. A iniciativa enquadra-se na visão do Território Regenerativo, que reconhece o território como um ecossistema interligado, onde solo, água, biodiversidade, economia e comunidades devem ser valorizados de forma integrada. Uma abordagem que procura promover paisagens mais resilientes e produtivas, estimular a bioeconomia, valorizar o conhecimento e fortalecer as redes de cooperação.
Liderado pelo Município de Almodôvar, o PROVERE Território Regenerativo – Agrofloresta Multifuncional reúne 15 municípios e mais de 60 parceiros, numa estratégia de intervenção que procura transformar desafios como a desertificação em oportunidades de desenvolvimento sustentável, inovação e valorização dos recursos endógenos.
Porque regenerar é também ligar pessoas, conhecimento e iniciativas em torno de um propósito comum: passar da desertificação à vida.